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  • Victor Hugo Ribeiro

O fim do planejamento estratégico de longo prazo nas empresas


Por muito tempo as empresas desperdiçaram tempo e dinheiro em planejamentos estratégicos de 3 ou 5 anos, tentando de certa forma adivinhar um futuro desejável. 

Isso até deu certo por um período, quando o mundo era linear e previsível. Não era muito difícil calibrar os números e estimar as receitas a longo prazo. Muito embora a maioria desses planejamentos tornaram-se processos sobre orçamentos e alocação de recursos, e não necessariamente sobre estratégia.

Mas quando o mundo passou a ficar mais complexo e imprevisível, algumas empresas perceberam que planejar 3 ou 5 anos não tinha muita lógica. Menos lógico ainda era tentar utilizar a mesma metodologia de elaboração para todos os tipos de empresas e sem, muitas vezes, levar em consideração a parte mais importante: o cliente.

Nos últimos anos, com as coisas mudando cada vez mais rápido, até para monitorar os concorrentes se tornara tarefa difícil. Na verdade, já era difícil entender quem eram realmente os concorrentes. As empresas gigantes se viram ameaçadas pelas pequenas, mais leves e ágeis, muitas vezes de setores improváveis.

Hoje, com a crise do Coronavirus, todas as empresas entenderam da pior maneira e agora ficou fácil entender por que que os esforços precisam ser no hoje. Se está difícil fazer algum planejamento para os próximos 30 dias, imagine para os próximos 3 ou 5 anos. Aliás, os planejamentos estratégicos feitos para 2020 já viraram pó.

"Se houver disparidade entre o mapa e o terreno, fique com o terreno". Gustavo Caetano

As empresas que quiserem se manter no mercado precisam de leveza e agilidade. Esqueçam o que fizeram nos últimos 50 anos, não vai funcionar mais. O consumidor mudou também. Hoje eles têm muito mais acesso a informação e agora valorizam o propósito e o impacto que as organizações estão provocando na sociedade, no meio ambiente, no planeta.

Então as empresas precisam urgentemente definir seus propósitos hoje. Qual é a razão de existirem? Melhor ainda se o propósito das organizações convergirem com o propósito dos seus dirigentes e colaboradores. Aí ficarão imbatíveis.

Além disso, é imperativo pensar no impacto estão gerando para a comunidade local, para o estado, país ou até para o planeta. Sim, o planejamento estratégico do presente nas empresas precisa considerar o impacto, além do propósito e do valor percebido por seus clientes.

De agora em diante, com um planejamento estratégico focado no presente e nas pessoas, as empresas estarão mais bem preparadas para a competição de mercado e com fôlego garantido para o futuro do amanhã, sem a adivinhação do futuro desejável de longo prazo.

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